Cacá Diegues: “O Brasil sempre nos trai”

Um genuíno patrimônio do cinema nacional, Cacá Diegues realizou alguns dos filmes mais representativos da História de nossa cinematografia. Produções que retratam a raiz, a alma e a musicalidade do povo brasileiro, como Ganga Zumba, Os Herdeiros, Quando o Carnaval Chegar, Xica da Silva, Chuvas de Verão, Bye Bye Brasil, Quilombo, Veja Esta
Canção
, Orfeu, Deus é Brasileiro. Isso, só para citar alguns de seus grandes sucessos de crítica e de público. Jornalista na juventude, mas sem nunca assumir de fato essa profissão, foi um dos criadores do Cinema Novo, depois que descobriu que poderia ser cineasta.

Perseguido pela ditadura militar, foi obrigado a abandonar o Brasil para não correr o risco de ser preso. Íntimo de Glauber Rocha, acompanhou de perto as aventuras e desventuras do amigo. Viveu períodos negros como a frustração de enfrentar o horror da censura e, no Governo Collor, viu a completa estagnação do cinema nacional com o fim da Embrafilme. Foi uma “catástrofe terminal”, relembra.

Por essas e outras, Cacá Diegues afirma, nesta entrevista ao Jornal da ABI, que “a grande frustração do artista brasileiro é não conseguir desvendar o grande mistério Brasil, que até hoje a gente não sabe bem o que é!”. Mas ressalva, com uma ponta de otimismo: “o cinema brasileiro pode ser, no século 21, aquilo que Hollywood foi para o século 20”.

CLIQUE AQUI para ler esta entrevista, publicada no Jornal da ABI 396, de dezembro de 2013.

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