Ricardo Kotscho: Meio século de reportagens

“Corria o mês de maio de 1976, eram umas três horas da tarde, momento em que o jornal começava a esquentar os motores para outra edição. ‘Ricardinho, dá uma lida nisso…’ Chamavam-me assim, no diminutivo, porque eu era um dos mais jovens da equipe de duzentos e tantos jornalistas, que usavam terno e gravata e se tratavam com uma certa formalidade. Alguns poucos ainda se recusavam a adotar as modernas máquinas de escrever e redigiam seus artigos com canetas-tinteiro.”

Este texto faz parte da introdução do livro Do Golpe ao Planalto – Ricardo Kotscho, Uma Vida de Repórter, lançado em 2006 pela Companhia das Letras. Assim que começamos a gravar esta entrevista, na varanda de seu aconchegante apartamento, Kotscho, que sabia que iríamos falar sobre sua carreira, se apressou a dizer: “escrevi um livro que conta toda essa história, a história da família, como comecei, tem tudo. Vai até 2004. Por isso o nome Do Golpe ao Planalto. Porque comecei minha vida profissional em 1964 e em 2004 eu estava no Planalto, trabalhando para o Governo”.

É verdade. Quem quiser ter uma aula de jornalismo deve começar a ler imediatamente esse livro. Ricardo Kotscho tem jornalismo no sangue. Seu avô era um jornalista muito querido na Alemanha. Mas a ascensão de Hitler ao poder fez com que sua família se mudasse para o Brasil. Ricardinho foi o primeiro a nascer aqui. Sorte nossa. O Brasil ganharia, assim, um dos mais importantes jornalistas de sua geração. E que teve participação decisiva em dois eventos contundentes na História da redemocratização do País: a cobertura do assassinato de Vladimir Herzog e Manoel Fiel Filho, e na espetacular cobertura da campanha das “Diretas já”, que tomou conta das ruas há exatos 30 anos.

E foi para falar de alguns momentos de seus 50 anos de carreira que Kotscho nos recebeu com a simpatia de sempre. De tão ricas as suas experiências profissionais, afinal ele trabalhou nas mais importantes publicações do Brasil, ele pode ser sempre uma pauta instigante. Leia a entrevista completa AQUI.

(Publicada originalmente no Jornal da ABI 401, de maio de 2014)

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